sábado, março 01, 2008

Sol Nascente - Da cultura republicana e anarquista ao neo-realismo", leitura de Março

A Editora Campo das Letras, fez a 10 de Dezembro de 2007 no Ateneu Comercial do Porto o lançamento do livro "SOL NASCENTE -Da cultura republicana e anarquista ao neo-realismo", da autoria de Luís Crespo de Andrade.
Esta obra resultou dum projecto de investigação da Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo sobre a história da revista "Sol Nascente" solicitado a Luís Crespo de Andrade, que foi financiado pela Fundação do Montepio Geral. A Associação Promotora vinha a contactar as pessoas ligadas ao Movimento Neo-Realista, e suas famílias, desde o início da sua actividade, em 1989, sentindo-se a necessidade de fixar a memória dum tempo importante na vida portuguesa, memória essa que, de uma maneira geral, não está registada em documentos escritos. Na sequência deste trabalho, Luís Crespo de Andrade realizou, a par da leitura dos trajectos do quinzenário, uma investigação quase policial, descobrindo pessoas há muito afastadas de qualquer actividade cultural que tinham muito que contar, gravando as entrevistas e identificando a grande maioria das personalidades que estavam por detrás dos pseudónimos que aparecem a assinar colaboração na revista. Luís Crespo de Andrade teve o mérito de reconstituir de forma fiel o ambiente que se vivia na época - segundo testemunham os sobreviventes que leram a obra - e de esboçar o perfil de muitos dos intervenientes, um deles a quem me ligam laços familiares profundos, o meu tio Bau de quem vos falei aqui (12 de Março de 1917 / 6 de Janeiro de 1993).
O trajecto editorial do quinzenário "Sol Nascente" (1937-1940) representa a transição da cultura republicana e anarquista, dominante nos meios oposicionistas da década de 1930, para a orientação política e cultural marxista, que irrompe, nas suas páginas, de forma vigorosa. Criado e dirigido por estudantes universitários portuenses que se opunham à ordem política vigente e se sentiam unidos pela esperança num mundo novo, "Sol Nascente" começou por ser uma revista de orientação explicitamente ecléctica. Reuniu artigos de intelectuais consagrados de que se destaca Abel Salazar - e colaborações de autores jovens, sempre com grande variedade de opinião e de sensibilidade. Constitui uma importante fonte para aceder, de forma completa e sistemática, ao pensamento da geração que se formou nos anos da Guerra Civil de Espanha e que passou a dominar a vida política e cultural oposicionista. "Sol Nascente" merece, pois, que a sua história seja elaborada.
Luís Crespo de Andrade é professor no Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, coordenador do Seminário Livre de História das Ideias.
"SOL NASCENTE - Da cultura republicana e anarquista ao neorealismo", Luís Crespo de Andrade, Edição de Campo das Letras, S.A. Novembro de 2007, colecção Cultura Portuguesa - 9, capa de Campo das Letras, óleo de Abel Salazar oferecido ao editor da Sol Nascente.
Boa leitura.

PARA TI UM BEIJO MEU!
BEIJOS!!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Equinócio de palavras...


Surpreendo-me no equinócio das tuas palavras,
que me envolvem, seduzem e encantam,
acendem um sorriso que confunde as minhas urgências
e anuncia a luz da Primavera a chegar…
Revolto-me com a saudade que dança em espirais,
no silencio que ronda em murmúrios transparentes
Atravesso o beijo que nasce ao pensar em ti,
esboço despedidas com o receio de perder-te...
Sento-me e revejo-te nas rosas que florescem
no brilho das estrelas que lembram teu olhar,
lembro a ternura do teu abraço,
no "Amo-te" que guardo para dizer-te
no "Outra Vez"
que nos vai fazer reencontrar...


Esta é a minha resposta ao desafio das 12 palavras (e havia tantas outras...) que as queridas Sophiamar do blog A Ver o Mar, e Elisa do blog Mar de Chamas a quem roubei a foto, me lançaram... Meninas e meninos que se sintam desafiados podem continuá-lo... Que tal Ana, Pena, Renda, Catarina, Patty, não o querem continuar?
BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!!

domingo, fevereiro 24, 2008

Hoje vou dar-vos música... Desliguem o player...

Desafiada pela Sophiamar do blog A Ver o Mar vou dar-vos música… falar das músicas que foram importantes na minha adolescência e porquê… A música fez parte da minha vida… aprendi piano aos 6 anos… o solfejo… o Orfeão no liceu… os concertos no Rivoli... e claro o rádio e o gira-discos… recordo aquela noite em que ainda criança me comovi até às lágrimas a ouvir na rádio o concerto de violino de Paganini em Lisboa… Mas aquela que ainda hoje ouço às escuras e me deixo empolgar pelo som que me envolve quando tenho problemas ou alegrias é…

Lá em casa lia-se o “Salut les Copains” e por isso a Sylvie Vartan, Johnny Holiday, Sheila, Adamo, Charles Aznavour, entre outros, faziam parte da família… mas aquela que vos trago é Françoise Hardy…


Poderia lá ter ficado indiferente aos quatro jovens de Liverpool que arrastaram multidões… foi com esta cantiga que convenci a Tátá que eles eram muito mais que “cabeludos” barulhentos e tinham qualidades harmónicas invulgares…

Fartei-me de dançar, todo o género desde o rock ao twist, passando pelo cha cha cha e o hula-hoop mas este slow pela voz dos Brothers Four marcou uma época muito importante na minha vida…

Trauteei vezes sem conta este dueto de Dalida e a minha grande paixão do cinema… (porque será?) … lol…

E por fim uma das melhores vozes femininas de sempre (Barbara Streisand) com uma das cantigas da minha vida…

Foi um desafio interessante que passo a todas as meninas e meninos que passam por este campo e que gostem de música.

BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!!