terça-feira, abril 14, 2009

Breve Reportagem das mini férias de Páscoa de 2009...

Nas Termas de S. Pedro do Sul fica o INATEL Palace, onde passei estas mini férias de Páscoa. Totalmente remodelado, é uma unidade hoteleira que preserva os traços arquitectónicos primitivos, que lhe dão um toque de requinte, beleza, conforto e sumptuosidade. Localizadas no coração da região de Lafões/Dão, as termas de S. Pedro do Sul são das mais procuradas da Península. Os seus poderes curativos, já eram conhecidos pelos romanos e, no século XII reza a lenda, que receberam e trataram D. Afonso Henriques, que viria a conceder foral à vila. Deste ponto de partida, fui passeando pela Beira... A 3km encontra-se a Vila de Vouzela, vila sede de concelho localizada na confluência dos rios Vouga e Zela. Merece relevo a Igreja Matriz templo romano-gótico do século XIII que teve origem num mosteiro fundado por Civi Davis um maçárabe que ajudou Leão de Castela na reconquista de Viseu no séc. XI, com uma fachada onde se destacam para além da rosácea característica, uma torre sineira separada da nave. A Torre de Vilharigues localiza-se na povoação de mesmo nome, Freguesia de Paços de Vilharigues. Pensa-se que tenha sido erguida no final do Século XIII ou no início do século XIVe uma tradição local afirma que o nome de D.Duarte de Almeida o Decepado na batalha de Toro está ligado à sua história. Em Viseu nasceu a 5 de Agosto de 1109 D. Afonso Henriques e os seus pais D. Henrique e D. Teresa concedem-lhe foral em 1123. Em 1187 D. Afonso Henriques concede-lhe um segundo foral. O Museu Grão Vasco está localizado no centro histórico de Viseu no antigo palácio dos bispos do século XVI ao lado da catedral. A Sé Catedral da Guarda foi erguida no seguimento do pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III para transferir a diocese da Egitânia(Idanha a Velha) para a nova cidade da Guarda mas a construção da actual catedral remonta aos finais do século XIV, no reinado de D.João I por iniciativa do bispo Vasco de Lamego. As obras arrastaram-se lentamente e só no reinado de D. João III seriam concluídas sendo por isso um dos monumentos portugueses dos últimos tempos do estilo gótico com evidências claras da influência do manuelino. Banhada pelo bonito Rio Mondego, no sopé da Serra da Estrela fica a 550m de altitude a Vila de Celorico da Beira, sede de um município predominantemente rural também conhecida como a “Capital do Queijo da Serra da Estrela“.
Pequena reportagem das minhas férias… Voltei ... e em breve vou visitar-vos um a um.
Beijo Meu para ti!
Beijos!!!

sábado, abril 04, 2009

quero ser caracol...

quero ser caracol
aparecer só quando haja
quentes raios de Sol ...

quero ser búzio
passear na areia
na água e na espuma...

quero ser tartaruga
acordar na Primavera
nadar e mergulhar...

quero ser elefante
de manada tranquila
afugentar os predadores...

quero ser animal
de coração nobre
abriga-se quando chove...

quero esquecer
a rudeza desta selva
e recordar somente
o caminho para o rio…
A Papoila volta já!
BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!

quarta-feira, abril 01, 2009

A rapariga que inventou um sonho, leitura de Abril

A rapariga que inventou um sonho é um livro de Haruki Murakami que reúne vinte e quatro dos seus contos, escritos de 1981 a 2005, onde a sua mestria envolve a fantasia com a mais natural das realidades. Estas curtas histórias que pairam entre o surreal e o mundano demonstram a sua capacidade impar de transformar o trivial da vida humana em pura e surpreendente arte literária. Há sonhos, corvos animados, macacos ladrões, um homem de gelo, um exílio romântico na Grécia, reuniões em Itália… As suas personagens quase sempre solitárias, com perdas dolorosas vivem situações inexplicáveis com coincidências fantásticas em que os acontecimentos se sucedem de improviso como se de música de jazz se tratasse… “Murakami abraça o fantástico e o real, cada um com a mesma envolvência de intensidade e luminosidade.” Los Angeles Times Book Review.
Começa assim:
“ Para dizer o que tenho a dizer nos termos mais simples possíveis, escrever romances representa para mim um desafio, escrever contos, um prazer. Se o acto de escrever um romance é como plantar uma floresta, escrever contos assemelha-se a plantar um jardim. Os dois processos complementam-se, criando uma paisagem envolvente que me é muito querida.”
É esta paisagem que faz com que Murakami seja para mim uma leitura “viciante”…
A rapariga que inventou um sonho, Haruki Murakami, tradução Maria João Lourenço, Casa das Letras, Março de 2008
Boa Leitura!!!
PARA TI UM BEIJO MEU!
BEIJOS!!