quinta-feira, maio 07, 2009

passear pela rua...

Passear pela rua é mais que uma simples recordação que se fixa na retina…é conquistar o Sol com o olhar de uma menina… é sorrir com a silhueta de dois velhos que se beijam dando as mãos… recordar o olhar de um estranho que nos sorriu na esquina…É observar do outro lado da rua numa montra os manequins a dançar um tango argentino enquanto se passa a noite a beber um copo….é mais que um simples momento… É tomar um café numa esplanada banhada de Sol e agarrar o sorriso de um menino para o colocar numa estrela como sinal… É tirar os sapatos e pôr-se a correr como uma louca na relva do parque… tocar no pêlo de um cão e enternecer-se com o seu olhar… cruzar aquela esquina e recordar o primeiro beijo que nos fez voar… Passear pela rua é mais que a criação de um poema para recordar… é imaginar e sentir como um motivo que faz chorar de emoção… É uma bênção quando se olha as flores que nos ensinam a perdoar… é dizer – obrigada -aos amigos que o são de verdade… é cantar a canção que conta como o Sol se volta a enamorar quando o dia amanhece e a Lua se despede no horizonte… Passear pela rua é simplesmente beber do silêncio a eternidade…
BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!!

segunda-feira, maio 04, 2009

Flores à chuva...

Intensa e copiosa chuva
cai sobre a alma
confusa, perdida…
O que salva uma condenada
se as marcas perduram
apesar de absolvida...
Nada se compara
a copiosa chuva,
quando brota
cai... lava a alma
e dá Vida!
Que flor floresce
sem perder pétalas
enquanto cresce?
BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!!

sexta-feira, maio 01, 2009

O Miúdo, Kevin Lewis, leitura de Maio

Kevin Lewis 36 anos, casado e pai de dois filhos, conta-nos na primeira pessoa a sua história. A sua infância destituída de oportunidades, é-nos relatada de forma devastadora. Cresceu num bairro social do Sul de Londres, numa casa caótica onde reinavam a pobreza, a fome, os gritos e a imundice. Os pais maltratavam-no sucessivamente e esses espancamentos diários e a fome, resultaram numa enurese nocturna até à adoslecência e mais tarde em graves problemas de bulimia. Os seus relatos da indiferença da Segurança Social à sua situação são paradigmáticos da falta de tomada de decisões em tempo útil desta instituição. A sua situação familiar conduz a que na escola seja marginalizado e maltratado pelas outras crianças, que o apelidavam de "maltrapilho". Passa por várias famílias de acolhimento, sempre com carácter transitório onde não consegue encontrar o que mais necessita, verdadeiro e genuíno afecto. Aos 17 anos, mergulha no submundo de crime londrino, onde ficou conhecido por «O Miúdo». Kevin dá-nos o testemunho da violenta fúria com que é espancado pelos pais, dos tormentos que sofre na escola e do modo como vai lidando com a rejeição por parte daqueles em quem confiou que o levam a equacionar o suicídio. Conta-nos como conseguiu ultrapassar todas as dificuldades e construir uma vida familiar estável. Um livro indispensável a profissionais de saúde, educadores e assistentes sociais. Uma leitura fundamental para quem tem filhos pequenos, pois é o seu receio permanente de não ter capacidades parentais que o leva a relatar a sua infância. Uma leitura que me marcou pela positiva.
o miúdo uma história verídica, Kevin Lewis, tradução de Maria João Bento, Bertrand Editora Lda, Março de 2009
Boa Leitura!
BEIJOS!!