domingo, outubro 14, 2007

correr da semana...

Ontem foi Sábado… hoje é Domingo … e desejo que amanhã seja amanhã…para que o Sol entre na sua órbita constante… e não estranhe o som que voa no meu silêncio… em que não entram nem o Sol… nem o jardim que não conheço…De olhos bem abertos procuro a luz que talvez ainda haja em mim… um rosto acariciado em que vivem milhões de anos de cansaço… que nas tuas mãos deixo repousar … e as estendes…para apanhar a meia bola vermelha que se deita no mar… Construímos sorrisos… e a cada um nasce uma luz nova…
BOA SEMANA!

"Não acrescente dias a sua vida, mas vida aos seus dias." (Harry Benjamin)

BEIJOS!
E PARA TI UM BEIJO MEU!!!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Se eu pudesse...

Se pudesse, só uma vez
aproximar-me do teu corpo,
acariciar cada centímetro
da tua face barbeada,
sentir como meu corpo
se excita com tua pele suada.
Só por uma vez abraçar-te
com a condição de recordar-te…
Ao abraçar-te sonharia
com teu perfume de homem sincero.
Tocaria teu peito… dormiria em teus lábios
para sentir que respiro…
Diria… gosto de ti
para continuarmos amigos...
Quando me olhasses
saberia que tocas minha alma…
Então diria… AMO-TE!
Sei que assim permaneces em mim!


BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!

terça-feira, outubro 09, 2007

Nos 40 anos da morte de Che... HASTA SIEMPRE!

Ernesto Guevara Lynch de la Serna (Che Guevara) nasce em Rosario na Argentina a 14 de Junho de 1928. Entra em Medicina em 1947 por sofrer de asma desde a infância. Em1952, com o seu amigo Alberto Granados, percorre o sul da Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. Interessa-se por tudo, regressa a Buenos Aires e termina o curso em1953. Nesse mesmo ano inicia uma segunda viagem pela América Latina e visita a Bolívia, o Peru, o Equador, a Colômbia, o Panamá, a Costa Rica, El Salvador e a Guatemala. Conhece as minas de cobre, as povoações índias e as leprosarias, e o seu profundo humanismo aumenta, tal como as suas firmes convicções anti-imperialistas. Em 1954 parte para o México onde trabalha como fotógrafo e passa a ser apelidado de Che por usar frequentemente essa expressão ao falar com os outros. Conhece Raul Castro e dois meses depois Fidel e começam a organizar a guerrilha. Em 1956 com Fidel e mais 82 guerrilheiros parte para Cuba para assaltar a cadeia política de La Havana como médico do grupo. Nesse ataque só sobreviveriam 12 camaradas e troca a sua mala de médico pela carabina e vai para a Sierra Maestra como guerrilheiro. No dia 31 de Dezembro de 1958, cai o ditador cubano Fulgencio Batista e Che Guevara transforma-se na mão direita de Fidel Castro no novo governo de Cuba. É nomeado Ministro da Indústria e posteriormente Presidente do Banco Nacional. Fiel defensor do internacionalismo revolucionário sai de Cuba e em 1962 parte para o Congo que deixa em 1965 e vai para a Bolívia. É capturado em La Higuera a 8, e abatido a 9 de Outubro de 1967. Os seus restos mortais repousam em Santa Clara desde 1997 no seu mausoléu. A fotografia de Alberto Korda captada em Março de 1960, só é divulgada em 1967 e considera-se que representa o século XX.
Tal como a sua adolescência foi marcada pela Guerra Civil em Espanha e a II Guerra Mundial a minha foi marcada pela sua aparência selvagem, romântica, e a sua acção revolucionária utópica e heroica tragicamente interrompida. Nos dias de hoje a sua figura quase lendária é exemplo para os jovens revolucionários de todo o mundo.


No dia em que se completam 40 anos sobre a sua morte presto-lhe a minha homenagem.


Contra O Vento E As Marés

Este poema (contra o vento e as marés) levará minha assinatura.

Deixo-lhes seis sílabas sonoras,

um olhar que sempre traz (como um passarinho ferido) ternura,

Um anseio de profundas águas mornas,

Um gabinete escuro em que a única luz são esses versos meus,

um dedal muito usado para suas noites de enfado,

um retrato de nossos filhos.

A mais linda bala desta pistola que sempre me acompanha,

a memória indelével (sempre latente e profunda) das crianças

que, um dia, você e eu concebemos,

e o pedaço de vida que resta em mim.

Isso eu dou (convicto e feliz) à revolução.

Nada que nos pode unir terá força maior.



Ernesto (Che)


Excerto de Elegia das Águas Negras Para Che Guevara)

A palavra, como tu dizias, chega

húmida dos bosques: temos que semeá-la;

chega húmida da terra: temos que defendê-la;

chega com as andorinhas

que a beberam sílaba a sílaba na tua boca.














Cada palavra tua é um homem de pé;

cada palavra tua

faz do orvalho uma faca,

faz do ódio um vinho inocente

para bebermos contigo

no coração em redor do fogo.



Eugénio de Andrade






BEIJOS!!





E PARA TI UM BEIJO MEU!!!