terça-feira, maio 09, 2006

As Janelas do olhar...


Escrevo para ordenar
meus/teus
gestos imprecisos.
Onde a majestade das palavras?
Nada mais delicado
que o tecido do olhar...
E caio tão dentro
da tua substância
submersa!

O olhar,
é sempre um nascimento,
e como um navio,
equilibra
a substância das coisas...
A libertação
será revelada
na chave do enigma!

Janelas magníficas por onde
a inteligência se enamora,
e se espera calado
o momento de ouvir.

Talvez o poema tome forma,
entre a ausência
e a presença,
na profundidade nómada
da península do silêncio,
numa grande ignorância
pensativa,
que descobre
num relâmpago,
o lúcido,
puro
e imortal
desejo!

BEIJO MEU

1 comentário:

Ana Maria disse...

Querida até um "não poema" merece um comentário, nem tudo na vida é perfeito mas nem por isso deve se desprezar, verdade?

um jinho