segunda-feira, setembro 01, 2008

"Como Pensam os Médicos", leitura de Setembro

Como Pensam os Médicos deixa muito claro que, apesar de todos os esforços tecnológicos e científicos para melhorar a assistência médica, uma boa parte da Medicina ainda se restringe ao diagnóstico do médico, à tentativa humana de descobrir qual a doença em causa. A experiência, o senso comum e a sua personalidade podem constituir ajudas preciosas ou tornarem-se condições para enganar o raciocínio médico. Jerome Groopman defende que ao fazerem algumas perguntas abertas e ao aprenderem a identificar alguns dos erros mais comuns, os pacientes podem aumentar as oportunidades para que o seu médico não seja desviado do caminho certo. O autor aborda casos clínicos e analisa os raciocínios que levam médicos conceituados a conclusões e diagnósticos brilhantes ou totalmente errados. Um livro de estilo único que combina jornalismo, medicina e romance e onde a partir de pesquisas científicas, entrevistas e informações o autor analisa o pensamento dos médicos e o sucesso do relacionamento médico - paciente ou como se fala hoje, da interacção doente – médico. O livro, vencedor do Quill Award 2007, foi considerado um dos 10 melhores livros de Medicina em 2007. É um livro que pretende responder a numerosas questões Como deve pensar um médico? Médicos diferentes pensam de maneira diferente? Há uma maneira única de pensar ou há maneiras diferentes de chegar a um diagnóstico correcto e escolher o tratamento mais eficaz? Será que a simpatia ou antipatia por um determinado doente pode distorcer o seu diagnóstico? Os doentes têm acesso à mesma informação que os médicos e por vezes sabem mais do que muitos médicos sobre as doenças que os afligem. Os três anos de pesquisa e estudo de Jerome Groopman resultam num livro muito bem escrito que é leitura obrigatória para todos os médicos que se preocupem com os seus pacientes e para todos aqueles que os procuram por qualquer motivo… Começa assim:
“Anne Dodge perdeu a conta ao número de médicos que consultou nos últimos 15 anos. Pelos seus cálculos, seriam quase 30. Ainda assim, naquele ano de 2004, dois dias depois do Natal, numa manhã inesperadamente agradável, estava mais uma vez a caminho de Boston, para consultar outro especialista. O médico de família não concordou com a viagem, a pretexto que os problemas de Anne eram já antigos e estavam tão bem definidos que esta nova consulta seria inútil. Mas o namorado insistira de forma obstinada. Anne pensou para si mesma que a consulta apaziguaria o namorado e estaria de volta a casa antes do meio-dia. Anne está na casa dos 30, tem cabelo castanho claro e olhos azuis doces. Cresceu numa pequena cidade do Massachussetts, com mais três irmãs. Ninguém tinha uma doença parecida coma a sua. Por volta dos 20 anos, descobrira que não se dava bem com a comida. Depois de uma refeição sentia como se uma mão lhe agarrasse o estômago e lho torcesse.”
Como Pensam os Médicos, Jerome Groopman, Universidade de Harvard, tradução de Ana Glória Lucas, CASA DAS LETRAS, Lisboa, Fevereiro de 2008
BEIJO MEU PARA TI!!
BEIJOS!!!
Boa Leitura! Volto Já!

14 comentários:

fi disse...

Quando descobrimos ter uma doença rara e consultamos especialistas sem fim, sem obter respostas, acabamos por nos convencer que não há nada a fazer. Até que num sopro duma estrela alguém nos salva. Do ineviável.

Maior beijo *

Pena disse...

Linda Amiga:
Acredito fielmente que o que descreve é verdade.
Escreveria um livro: "Como ludibriar um médico!"
A situação momentânea do doente, a sua postura, a sua conduta de queixa no momento, a sua forma explicativa da doença, a sua forma de estar, são essenciais ao diagnóstico médico da doença que pode ser certa ou totalmente errada apurada.
Já tinha pensado nisto, mas nunca o disse a ninguém.
OBRIGADO, doce Amiga Papoila.
Um Post fabuloso de oportunidade e veracidade.
Sempre a apreciar o que faz.
Beijinhos amigos.
Adorei! Parabéns sinceros.
Sempre a considerá-la pela imensa significação.

pena

Ana Martins disse...

Querida amiga,
muito interessante este post.
Também eu acredito que o paciente pode ajudar o médico a fazer um diagnóstico correcto ou a desviá-lo completamente.
Assim como também acho que as pessoas hoje estão bem mais informadas, e que por vezes já se conseguem aperceber da gravidade da doença.
É pois estritamente necessário que o doente não omita nada ao médico, diminuindo assim a possibilidade de um diagnóstico errado.

Beijinhos

Agulheta disse...

Papoila. De regresso,e gostei deste post interesante,hoje em dia as pessoas para além de lidarem melhor com as suas doenças,já comunicam melhor com seu médico.
Beijinho de amizade Lisa

elvira carvalho disse...

Parece ser um livro muito interessante. A minha sobrinha filha única, aos 20 anos começou com uns sintomas esquisitos, crises que a deixavam quase sem andar. Ela fez no passado dia 15 41 anos. Entre os 20 e os 28 anos andaram de médico em médico, correram tudo até curandeiros. E ninguém descobria o que a moça tinha. As crisa que inicialmente apareciam uma duas vezes por ano, já estavam por fim de dois em dois meses. Depois de uma crise, em que ficou a ver muito mal foi a um oftalmologista. E ele observando-lhe a pupila, disse-lhe que ela tinha esclerose múltipla e mandou-a para neurologia. Se hoje ainda mão se sabe muito sobre a doença, imagine há mais de 20 anos, quando ela teve a primeira crise.
Um abraço e resto de boa semana

Sophiamar disse...

Mais uma sugestão que vou aceitar. Desta vez, o livro está directamente relacionado com a tua actividade profissional mas também será muito importante para nós, leigos na matéria mas, necessariamente,parte interessada. A relação médico/paciente, a empatia, que se estabelece é muito importante para ambas as partes e daí meio caminho andado para a cura.

Beijinhos

Bem hajas!

suruka disse...

Ola

Pelo menos uma vez por mês, tenho de voltar ao campo e cheirar a terra e
admirar o rubro das papoilas.

Escutar os pardais.

bj

Sindarin disse...

Olá minha doce amiga! Este teu post é magnífico. Tantas vezes um doente cria tanta afinidade com o seu médico k a cura aparece miraculosa e outras criam-se atritos e desconfianças e um nunca acabar de queixas k não aproveitam a ninguém. É um vida difícil, muitas vezes uma luta inglória porque se confunde o médico com Deus quando apenas é um ser humano como nós com sentimentos, sofrendo e vibrando da mesma forma. Uma constante procura um estudar sem fim, como compreendo a luta k travam (claro está k em todas as profissões existem bons e menos bons profissionais) isso por vezes talvez seja falta de motivaçao e excesso de cansaço e "aturar" os utentes não é de todo o melhor...é por vezes uma verdadeira aventura. Desculpa se me alonguei se meti os pés pelas mãos apenas te digo k ser médico é ser um herói, no nosso país. Um grande beijo cheio de amizade verdadeira.

delta disse...

Boa noite...
Desde a semana passada que não tenho acesso aos meus blogues que passei para a Simplesnet... Como já estava a ficar aborrecida mudei-me para a ...

blogspot :)

http://delta-rascunhos.blogspot.com/

Beijinho e tudo de bom

Agulheta disse...

Papoila. Como disse no comentario anterior,o paciente hoje tem mais valências e se comunica melhor com o seu médico,mas ainda assisto a alguma propotência de alguns.Como disse adorei o que li.Beijinho BFS Lisa

Å®t Øf £övë disse...

Papoila,
Esta parece-me ser uma abordagem bastante interessante sobre a medicina. Por vezes nós esquecemo-nos que os médicos também são humanos, por isso, embora seja dificil para nós de admitir, têm mais dúvidas do que certezas.
Bjo.

intimidades disse...

o mais dificil e contarmos a nossa intimidade a um estranho...
deve ser uma profissao dificil

jokas

Paula

Adorei o teu blog

Alfazema Azul disse...

" Como Pensam os Médicos", um título sugestivo que só por si nos leva a ter uma certa curiosidade pelo livro. Uma leitura a fazer. Médico/ paciente, uma relação inevitável onde o afecto é parte importante.Como em tudo na vida.

Beijinhos

irneh disse...

olá

Parece-me um título muito sugestivo. O pior é que, de facto, muito poucas vezes sabemos como eles pensam. Às vezes, são apenas máquinas, insensíveis, frios, automáticos...

Um beijo