BEIJOS!!!
Penso em ti e nada detém o desejo de escrever...para que as palavras beijem…acariciem... cuidem... afaguem... o tempo pára... deixo-me envolver pelo silêncio... nasce o desejo de te contar o que és para mim…Penso em ti e todas as letras do alfabeto parecem insuficientes para expressar o que sinto... não deixo de o fazer porque de alguma maneira sinto que me lês... e ao leres-me… percebes o quanto te quero... sinto nascer as minhas melhores emoções... ressuscito em mim zonas que pareciam para sempre perdidas...Penso em ti… sonho contigo… desejo-te… sinto-te próximo… à noite… acordo a recordação daquela noite mágica… de pura alquimia…em que nossos corpos se falaram enquanto olhávamos as estrelas que sabiam… o quanto nos desejávamos… o tempo torna-se eterno… mar de recordações agitadas… de esperanças… com a cor rubra da alegria... onde eu me diluo… e tu…estás a meu lado...
O ar da brisa traz notícias
PELOS TRILHOS DO BETÃO e outros contos, de António Castilho Dias é o primeiro livro deste nosso colega bloguista, e meu querido amigo, lançado em Outubro. O livro é uma colectânea de contos curtos, com muita imaginação e acção que conseguem prender o leitor desde o inicio. António tem uma escrita com uma ironia fina, por vezes mordaz e os seus diálogos são preciosos. O seu estilo realista e rigoroso, revela-nos o novo meio urbano e os seus habitantes, com quem nos cruzamos no quotidiano. Estamos no Natal e este é um bom presente a oferecer a um amigo, que pode ser autografado pelo autor.
é um romance histórico que me prendeu desde a primeira página. Leonor Teles, considerada a mais bela dama do reino, de personalidade vincada, rebelde e inteligente era considerada perigosa. O livro conta a sua vida desde a época em que viveu na Beira, e foi obrigada a casar pelo seu tio, conde de Barcelos, com o Marquês de Pombeiro que ela odiava. Quando a sua ama e confidente morre, abandona o marido e o filho e parte para Lisboa. Aqui é recebida por sua irmã Maria, aia da infanta D. Beatriz que consegue que ela seja admitida na corte. D. Fernando, rei de Portugal, fica seduzido com a sua beleza, apaixona-se e pede ao Papa a anulação do seu anterior casamento. Logo que esta é conhecida contrai matrimónio com D. Leonor no mosteiro de Leça do Balio. Este casamento não foi bem visto e há gente que se recusa a ajoelhar perante a nova rainha. Leonor Teles nunca foi amada pelo povo, que a apelida de aleivosa e traiçoeira. D. Fernando no seu testamento dispõe que no caso de morrer, ela seria apenas regente até que o seu primogénito tivesse idade para subir ao trono. Leonor Teles fez tudo para o evitar mas o rei veio a falecer antes que a rainha lhe desse filho varão e a sua morte causou um grave problema de sucessão. A sua única filha estava casada com o rei de Espanha. Vivem-se as intrigas palacianas da corte e o apoio que o povo dá ao infante D. João Mestre de Aviz, irmão bastardo de D. Fernando, que com D. Nuno Álvares Pereira nomeado condestável por D. Leonor Teles decide lutar pelo reino, e expulsá-la do palácio real. É exilada no Mosteiro de Tordesilhas, em Valhadolid, onde vem a falecer. É um romance que revela a vida de Leonor Teles,uma bela e inteligente mulher que se torna rainha. Adorei! Começa assim:
Entre o mito e a realidade
Da querida Manuela do blog Simplesmente Manuela, recebi este presente que se relaciona por inteiro com o período que atravesso de trabalho e reflexão... Obrigada a ti!
Vozes mil que enchem a penumbra… rumores nos quintais aluarados…ruído de motores a descer a calçada… desafio aos pássaros adormecidos... o chilrear sem rima dos pardais...a sombra de um corpo… a explicação de um corpo… as palavras de um corpo... um juízo precipitado sobre o que é realmente belo... o desejo de contar tudo o que é ridiculamente simples… a sensação que me despi do avesso e fiquei ao frio quando rompia a aurora... a serenidade de um vento… que sopra sempre novo... Fora daqui todas as vozes se frustram... São de quem quero, as minhas palavras… do Mundo… dos outros… dos teus olhos onde moram palavras por dizer… esvoaçam e rodam como folhas de Outono… balançam... são navios… à espera de cais! Com os dedos longos da memória… havemos de ter olhos de futuro, para nos reconhecermos… e vai surgir o que agora, é só um sonho...
R/
"1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil". Laurentino Dias que é jornalista, fez uma investigação e pesquisa histórica exaustiva durante 10 anos para escrever este magnifico livro. A obra foi galardoada com dois importantes prémios literários no Brasil, o Prémio Jabuti de Literatura na categoria de livro reportagem e a Academia Brasileira de Letras (ABL), distinguiu-o na categoria "ensaio, crítica e história literária" de 2008. Em 414 páginas a obra narra a fuga da família real portuguesa e da maior parte da nobreza que levam consigo o tesouro publico para o Rio de Janeiro durante as invasões francesas sob a protecção da armada inglesa. Retrata a vida da corte no Brasil dando relevo à importância desta fuga para a definição do Brasil como nação com fronteiras definidas. Nos treze anos de permanência da corte no Brasil este deixou de ser uma colónia atrasada e ignorante e torna-se uma nação independente. Por outro lado, na história do velho continente este foi um acontecimento inédito, pois nenhuma outra corte europeia atravessou o oceano para viver e governar do outro lado do mundo. O Príncipe Regente D. João foi o único soberano europeu a colocar os pés em terras americanas em mais de quatro séculos de dominação. A fuga dá-se num dos períodos mais revolucionários da história da Europa. Napoleão Bonaparte, que estava em guerra com Inglaterra e tinha-lhe imposto o Bloqueio Continental, nas suas memórias já desterrado na ilha de Elba refere-se a D. João VI afirmando: “- Foi o único que me enganou! “."1808" inclui um mapa da viagem de D. João VI e uma "linha do tempo" que enumera os principais acontecimentos no Brasil e no mundo entre a Revolução Francesa e a independência brasileira. O livro muito bem escrito tem episódios deliciosos sem cair na caricatura, mas não deixando de realçar algumas situações e comportamentos mais caricatos do temperamento de D. João VI. Deixo-vos o site oficial do livro pois vale a pena uma visita. PRÉMIOS
Das queridas Renda do blog que conversa! e Ana do Let's Look , recebi o Prémio Dardos 2008 que tem como objectivo "reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, o seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, entre outros. Em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras...". Foi uma honra receber tal distinção e mandam as regras que o lance a 15 bloguistas com as características citadas. Destas duas meninas Ana e Renda recebi ainda o prémio
que será distribuido assim num "dois em um", por todos os bloguistas atingidos pelos dardos... e mais alguns e que são...*Ana Scorpio* *Teia de Ariana* *A VER O MAR...* *Eu, tu, o arco-íris e os vizinhos* *Zé Povinho* *O GUARDIÃO* *SEXTA-FEIRA* *MUNDOAZUL* *Ave sem asas* *Brancamar* *Floresta de Lorien* *O Cantinho da Terra do Nunca (Sininho e Peter Pan)* *Simplesmente Manuela* *Mar de Chamas (agulheta)* *Miudaaa* *Impulsos (Cleo) * *Atordoadas (Art of Love)* *Rafeiro Perfumado* *O Cantinho da Tibéu* *Recalcitrante (Meg)*
A minha vizinha do blog Eu, tu, o arco-íris e os vizinhos , selou-me com um selo que um rafeiro que gasta o stock de perfume dado que se chama Rafeiro Perfumado criou para distribuir por todos aqueles que possuam um“Blog onde não se maltratam cães nem gatos, mas onde ocasionalmente se esborracham umas moscas (ou umas melgas)”!, e que aqui deixo a todos os meus amigos bloguistas amigos de cães e gatos principalmente os já citados que não tenham ainda sido "selados" quer pela vizinha que voa e assina Se eu fosse puta, tu lias? quer pelo Rafeiro que se Perfuma... e estes por sua vez devem sentir-se atingidos pelos dardos... e depois de tanto link não se admirem que pare por um tempo... eheheeh...
BEIJO MEU PARA TI!
BEIJOS!!!! BOA LEITURA!!!!
António que é nome de Ministro da Saúde (a vida tem destas contradições) 46 anos, marceneiro, grande bebedor e fumador, divorciado, "gingão", boa figura, olhos azuis incendiados, procurou-me com uma ferida de muito mau aspecto na perna direita. Deixou-se arrastar visita após visita, sem que o conseguisse convencer a tomar fosse o fosse... A cada visita lá lhe dizia:
Ali em Vila Nova de Santo André, a dois passos da nossa casa de férias, esperava por nós cinco adultos amantes da natureza e dos animais, uma experiência única num dia dedicado à visita ao Badoca Parque. A má impressão pelo modo como fomos recebidos na recepção com um atendimento pouco simpático, que o intenso movimento e a enorme fila para a compra de bilhetes não
justifica, depressa foi ultrapassada ao aproximar-mo-nos do lago dos flamingos e pelicanos… Não se justifica que não haja ainda mapas e roteiros em inglês. O safari, marcado para as 14h, durou cerca de 45 minutos, e foi realizado num comboio com capacidade para 50 pessoas que fez um percurso pela herdade com um simpático e bem disposto guia que foi indicando as diferentes espécies, com a ausência natural do "rei " da selva e de elefantes... Foi possível observar e
quase contactar girafas, tigres, cangurus, nandus, zebras, iaques, búfalos, lamas, veados, gamos, avestruzes, entre outros, num total de 400 animais. À excepção dos tigres os restantes animais vivem em liberdade e em perfeita harmonia com os sobreiros e os pinheiros da “savana” alentejana junto à costa vicentina. Após um apetitoso lanche no bar da zo
na de merendas, chegou a hora da diversão numa das novidades do parque o rafting africano que naquela tarde quente fez com que três de nós voltássemos à fila para uma nova viagem. Ficou-nos a vontade de regressar para nova visita após as obras que estão a decorrer na ilha dos grandes simios. Espero que as fotos vos agradem. Fica aqui o link do site oficial para vos despertar a vontade de uma merecida visita, basta clicar no logótipo 
Desenhadora de sonhos
Sempre quis saber qual é a cor da vida… Emalei as minhas parcas coisas e pus-me a caminho… Percorri trilhos maravilhosos e outros nem por isso… encontrei fadas, magos, feiticeiros, bruxas, velhos centenários, meninos iluminados perguntava-lhes qual é a cor da vida e respondiam-me sempre:
Tenho esquinas e uma cidade
Como Pensam os Médicos deixa muito claro que, apesar de todos os esforços tecnológicos e científicos para melhorar a assistência médica, uma boa parte da Medicina ainda se restringe ao diagnóstico do médico, à tentativa humana de descobrir qual a doença em causa. A experiência, o senso comum e a sua personalidade podem constituir ajudas preciosas ou tornarem-se condições para enganar o raciocínio médico. Jerome Groopman defende que ao fazerem algumas perguntas abertas e ao aprenderem a identificar alguns dos erros mais comuns, os pacientes podem aumentar as oportunidades para que o seu médico não seja desviado do caminho certo. O autor aborda casos clínicos e analisa os raciocínios que levam médicos conceituados a conclusões e diagnósticos brilhantes ou totalmente errados. Um livro de estilo único que combina jornalismo, medicina e romance e onde a partir de pesquisas científicas, entrevistas e informações o autor analisa o pensamento dos médicos e o sucesso do relacionamento médico - paciente ou como se fala hoje, da interacção doente – médico. O livro, vencedor do Quill Award 2007, foi considerado um dos 10 melhores livros de Medicina em 2007. É um livro que pretende responder a numerosas questões Como deve pensar um médico? Médicos diferentes pensam de maneira diferente? Há uma maneira única de pensar ou há maneiras diferentes de chegar a um diagnóstico correcto e escolher o tratamento mais eficaz? Será que a simpatia ou antipatia por um determinado doente pode distorcer o seu diagnóstico? Os doentes têm acesso à mesma informação que os médicos e por vezes sabem mais do que muitos médicos sobre as doenças que os afligem. Os três anos de pesquisa e estudo de Jerome Groopman resultam num livro muito bem escrito que é leitura obrigatória para todos os médicos que se preocupem com os seus pacientes e para todos aqueles que os procuram por qualquer motivo… Começa assim:
Como um barco começo a navegar… largo amarras… subo a âncora... parto na imensidão do mar… acompanhada pelo vento… guiada pelo sol e pelas estrelas… começo a minha travessia pelo mar… o meu mar... tenho rumo e destino… sei o que quero, e quem quero… não olharei para trás… enquanto planeava a minha rota procurei arcas onde guardei palavras… sensações… coisas minhas... descobri que sempre caminhei a olhar para baixo e em frente a perder as belezas que estavam no alto… descobri que há amizades que passam tormentas... mesmo que a distancia e o tempo as afaste as recordações tornam-nas fortes como os cabeços da amurada que prendem as amarras… naveguei debaixo de chuva atravessei tempestades ...senti-me viva e plena… leve de bagagem abro as velas… parto à bolina e deixo-me ir mar adentro… agora sim, em liberdade posso começar a “voar” sobre o mar…temo acostar na solidão… sei que por vezes é boa conselheira… ajuda a reflectir… a pensar… a valorizar o que me rodeia... a conhecer-me melhor… solidão por defesa própria que vivo para libertar-me da escravatura do pensamento… para não pensar que está nas minhas mãos o controle de tudo… navegar… navegar… sem planear… sem esperar… não é o aspecto afectivo…não é o aspecto físico... o abraço forte… o beijo doce e terno… a palavra meiga… é tudo o que faz viver...
O que acontece quando um grande amor acaba cedo demais? Este é o tema fundamental do maravilhoso romance de estreia de Cecilia Ahern, filha do primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern., p. s. – eu amo-te . Cecília escreve-o em três meses aos 22 anos e torna-se um bestseller no Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, já traduzido em 40 países. Holly e Gerry tinham o tipo de amor que muita gente sonha encontrar. Namorados desde a escola, cresceram juntos e tornaram-se os melhores amigos , amantes, e formavam um casal de verdadeiras almas gémeas. Quase todas as noites Holly e Gerry discutiam para ver qual dos dois se iria levantar da cama e colocar os pés na fria tijoleira para apagar a luz e voltar no escuro a tactear para a cama. Nenhum dos dois tencionava comprar um candeeiro de mesinha de cabeceira e assim eternizavam o ritual cómico da luz que nenhum desejava acabar.
Eu tenho um perfume de infância… Toda a gente deveria ter o seu... O “meu”, não sei de onde vem… levemente almiscarado parece ser de uma árvore … Esses perfumes deviam ser vendidos em frasquinhos… por mim, compraria litros da essência do “meu”… Se alguém já passou pele a experiência de sentir o “seu” cheiro de infância deve saber do que estou a falar... deve saber que o aroma é arrebatador… O perfume conduz-nos de olhos fechados… fazemos uma viagem aos lugares encantados do nosso passado… Encontrei o “meu” há uns anos atrás… numa ruazinha calma do Jardim do Palácio de Cristal cheio de árvores centenárias... vou lá só para recordar–te porque é o teu perfume… O cheiro de infância apanha-nos de surpresa e é muito rápido quando decide manifestar-se… devemos estar sempre atentos… já me aconteceu reencontrar o “meu” em lugares completamente inusitados… Há dias, arrebatou-me em pleno centro comercial... Fazia compras distraída mas ele estava lá para me surpreender... as horas em que se manifesta e aparece também variam…tanto faz de manhã… de tarde… ou de noite… O que mais importa é estar preparado para o receber… O cheiro de cada um pode ser de árvore, como no meu caso, de flor, de bolo, de terra, de vento, de brisa, de bola, de balão, de pião, de campo, de casa, pode ser de qualquer coisa, mas todos precisamos ter um... Se ainda não encontraram o vosso, sugiro que o procurem...
Abel de Lima Salazar (1889-1946), nasceu em Guimarães a 19 de Julho e viveu em S. Mamede Infesta, concelho de Matosinhos, durante mais de 30 anos, na casa que tem o seu nome, e que está transformada em Museu.
Criou novos métodos de técnica histológica e, entre eles, o método tanino-férrico, o “método Salazar», que o irá tornar mundialmente conhecido.
amoso decreto – lei nº 25317, de modo a dar uma aparência de legitimidade às perseguições políticas que planeava.
omo caricaturista, gravador e escultor. A mulher em todas as suas actividades, é a grande musa inspiradora do artista na sua obra. Dedica-se com grande originalidade, aos cobres martelados. Numa execução pessoal, repuxando-os e combinando a acção dos ácidos com o fogo, dá, aos nus femininos, uma nova sensualidade. Os pratos de cobre que Abel Salazar cria são peças que despertam um fascínio incomparável.
Abel Salazar falece em Lisboa em 29 de Dezembro de 1946. O corpo segue para o Porto, mas o préstito funebre é desviado pela polícia política, para não passar por Coimbra. Chega de noite ao Porto, seguindo logo para o Cemitério do Prado do Repouso, onde a urna ficou depositada. No dia seguinte, realiza-se o funeral, que parte sem féretro da Casa dos Jornalistas e vai engrossando chegando ao cemitério um grande cortejo, onde uma multidão, formada por oposicionistas de diversas vertentes, lhe presta homenagem.
todas as condições, numa verdadeira consagração nacional.
ela Instituição comprasse a casa e o seu recheio, após a morte da viúva de Abel Salazar (1965) e adquirisse uma valiosa colecção de suas obras artísticas, pertencentes à sua irmã (1971).